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quarta-feira, agosto 28


Fidelidade é conviver com quem merece nossa exclusividade.

[Fabricio Carpinejar]

domingo, janeiro 27


“Até que a morte nos separe é muito pouco pra mim. Preciso de você por mais de uma vida”.

[Carpinejar]

sábado, agosto 11


Namoro é ensaio, é pisar no pé para roçar as pernas, chutar o ar para criar nova dança, é cometer gafes e rir e se atrapalhar. Todo apaixonado é gago, confuso, estranho, de péssimo desempenho social. O amor vai perdoando o nervosismo pela vontade de aprender diferente.

[Fabricio Carpinejar]

terça-feira, fevereiro 28


Amar é uma confissão. Amar é justamente quando um sussurro funciona melhor que um grito. Amar é não ter vergonha de nossas dúvidas, é falar uma bobagem e ainda se sentir importante. É lavar louça e nunca estar sozinho. É arrumar a cama e nunca estar sozinho. É aquela vontade danada de andar de mãos dadas durante o dia e de pés dados durante a noite.

[Fabrício Carpinejar]

sexta-feira, janeiro 27


Quando penso que escapei de minha timidez,
há um gesto inesperado que me faz corar e
regressar, rendido, para a ausência de lugar.
O corpo não é um esconderijo seguro.

[Fabrício Carpinejar]

segunda-feira, dezembro 19


Cobrar afeto é pior do que agredir fisicamente. Incha mais do que um tapa na cara. É cortar as palavras mais do que os lábios. Assume-se a condição de credor, como se o amor fosse uma dívida.
Assume-se uma posição superior em relação ao cobrado. Uma posição hierárquica, de chefe reivindicando o cumprimento dos prazos. Toda hora se deseja ouvir "eu te amo", como se o amor fosse chiclete para ocupar a boca. O amor não é uma versão de Windows que precisa ser atualizado a cada ano para girar mais rápido.
O amor é lento mesmo.

[Crônica "Cobranças", in: O Amor Esquece de Começar, Carpinejar, p. 122-123]

quarta-feira, novembro 2


A paixão testa, o amor prova.
A paixão acelera, o amor retarda.
A paixão repete o corpo, o amor cria o corpo.
A paixão incrimina, o amor perdoa.
A paixão convence, o amor dissuade.
A paixão é desejo da vaidade, o amor é a vaidade do desejo.
A paixão não pensa, o amor pesa.
A paixão vasculha o que o amor descobre.
A paixão não aceita testemunhas, o amor é testemunha.
A paixão facilita o encontro, o amor dificulta.
A paixão não se prepara, o amor demora para falar.
A paixão começa rápido, o amor não termina.

[ Fabrício Carpinejar]

segunda-feira, setembro 19


Seja imprudente porque, quando se anda em linha reta, não há histórias para contar. Ligue sem motivo para o amigo, leia o livro sem procurar coerência, ame sem pedir contrato, esqueça de ser o que os outros esperam para ser os outros em você. Cometa bobagens. Ninguém lembra do que foi normal. Que as suas lembranças não sejam o que ficou por dizer. É preferível a coragem da mentira à covardia da verdade.

[Crônica "Imprevisível", in: O Amor Esquece de Começar, Carpinejar]

sexta-feira, setembro 16



O amor não tem medida.
Não dá para dizer: Agora chega, está de bom tamanho.

[Carpinejar]

sábado, agosto 20



Não desejo encontrar alguém que me complete.
É pouco. Mas que me transborde, até o final cansar e ser só início.

[Fabrício Carpinejar]

quarta-feira, julho 27

terça-feira, junho 21




Carpinejar

Ame por empréstimo.
Ame devendo.
Ame falindo.
Mas não crie arrependimentos por aquilo que não foi feito.
Sejamos mais reais em nossas dores.
Dê chance para a imperfeição. Insista.
Insisto.

[Carpinejar]

segunda-feira, junho 20



Amor é uma injustiça, minha filha.
Uma monstruosidade.
Você mentirá várias vezes que nunca
amará ele de novo e sempre amará,
absolutamente porque não tem
nenhum controle sobre o amor.

[Carpinejar]

segunda-feira, junho 13


Quando a gente ama, não há fim, não há mapa, não há tristeza sozinha, não há taxímetro estipulando preço. As paredes dão licença. As estátutas conspiram datas. As datas mudam de lugar. É uma corrida solta, dispersa, distraída como uma alegria nova.

(Crônica "Pode chorar em minha boca",
in: O Amor Esquece de Começar, Carpinejar, p. 273-274)


Desde o princípio,
pulsa a obrigação de demonstrar o que sinto. Obrigação.
Como se me fizesse mal deixar os pensamentos guardados.
Estraga-me, corrói-me, a incerteza me abóia.
Remorso não se guarda em bolso, não se pede troco".



(Crônica "De banho tomado",
 in: O Amor Esquece de Começar, Carpinejar, p. 135)

domingo, junho 12



Adiar o amor ainda é cumpri-lo.
Fingir que não se sente é exercê-lo.
O amor devora os sobreviventes.
Amor é não precisar de nada.
É precisar do que acontece depois do nada,
ainda que não aconteça.
O amor confunde para se chegar ao mistério.
Quando percebemos estamos amando.

[Carpinejar]

segunda-feira, junho 6



É na tristeza que a gente descobre onde estava guardada a felicidade.

[Fabrício Carpinejar]